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Eu também faço assim
Em determinada cidade da Russia, morava um médico muito rico que tinha uma qualidade especial: atendia todos os necessitados gratuitamente e não cobrava nada por isto.
Certa vez, o médico viajava em sua carruagem suntuosa quando viu o rabino da cidade andando a pé. O médico convidou o rabino que logo aceitou a carrona, e começaram a conversar.
- " Sabe rabino, as vezes vem pacientes em meu consultório que não podem pagar a consulta, porém eu recebo eles gratuitamente! " Disse o médico, levantando a cabeça para ver a expressão de admiração na face do rabino. Porém o rabino não pareceu nem um pouco impressionado com a filantropia do médico e respondeu :
"- NU ! Eu também faço assim".
O médico interpretou que o rabino recebe pessoas que vem pedir conselhos e orientações e também não cobra por seus serviços, então ele acrecentou e disse:
"- Mas Rebe, quando estes doentes não tem dinheiro para comprar seus remédios, eu tiro de meu bolso e pago os remédios ! ". O médico novamente levanta a cabeça para ver a reação do Rabino, mas outra vez o rabino se mostrava indiferente e retrucou:
"- NU !, Eu também faço assim".
O médico tentou interpretar com difuculdade que o rabino também ajuda pessoas necessitadas com seus próprios recursos, então acrecentou e disse:
"Rebe, quando eu vejo que tem famílias realmente muito carentes, eu pago o hospital e até algumas despesas da casa!".
Desta vez o médico estava certo de que o rabino não consegue superá-lo, mas o rabino novamente respondeu:
"-NU ! Eu também faço assim"
O médico não aguentou e perguntou:
"- O que o sr. quer dizer, o sr. ajuda financeiramente muitas famílias como eu ?
" O rabino respondeu:
"- Não, eu quiz dizer que eu faço igual você, as coisas boas que eu faço eu falo para todo mundo, mas as coisas erradas eu não conto para ninguém"
Estamos no mês de Elul e precisamos fazer um balanço de nossas ações, precisamos saber o que fizemos de bom, mas não podemos esquecer do que precisamos consertar.
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Rabi Levi Itchac de Berditchev
Certa ocasião, o Rabi de Berditchev se aproximou de um grupo de chassidim depois de ter terminado a prece da Amidá, apertou suas mãos, saudando-os com um caloroso Shalom Aleichem.
Eles foram pegos de surpresa, já que nenhum havia saído da cidade e nem eram estranhos ali.
Vendo sua surpresa, o Rabi explicou: "Por que estão tão surpresos? Vocês estavam tão longe durante as orações, não é mesmo? Alguns no mercado de grãos, em Odessa; outros na feira de lã, em Lodz, ou num navio atracado num porto distante esperando novo carregamento. Quando o som das preces cessou, vocês voltaram de suas viagens e por isso os saudei".
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Fé e Benção
Certa vez foram dois homens que haviam recem se associado até o grande Rabino Meir de Primishlan, e pediram do Tsadik uma brachá para que o negócio prospere.
O Tsadik perguntou se eles já haviam escrito um contrato, e os dois reponderam negativamente.
- "Sendo assim, é preciso escrever imediatamente".
O Tsadik pegou uma folha em branco e escreveu as quatro primeiras letras do alfabeto hebraico (Alef, Beit, Guimel e Dalet) e entregou aos sócios.
Os dois não entenderam o que o Tsadik quer dizer com isto, e vendo a perplexidade dos dois o Tsadik disse:
-"Vou explicar a vocês. Nestas quatro letras esta o segredo de vosso sucesso. Alef e Beit, Guimel e Dalet.
Alef = Emunah (confiança)
Beit = Brachá (benção)
Guimel = Gneva (roubo)
Dalet = Dalut (pobreza)
Se existirá CONFIANÇA mutua entre vocês, vocês terão BENÇÃO. Se existirá ROUBO vocês terão POBREZA.
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Rabi Shneur Zalman (ADMOR HAZAKEN)
O Magrid de Mezrith, viajou certa vez com seus alunos e eles se hospedaram em uma pensão cujo proprietário era judeu.
O proprietário se virou para o Magrid e pediu seu conselho, se ele deveria transferir seu negócio para uma outra pensão que fica do outro lado do rio, já que o aluguel desta aumentou muito.
O Maguid de Mezrith, indicou então seu aluno o Rabi Shneur Zalman (Admor Hazaken) e disse: "ele é um sábio extraordinário"
Quando Rabi Shneur Zalman escutou os detalhes do assunto, aconselhou o proprietário a transferir seus negócios para a outra pensão, e abençoou-lhe dizendo: "MUDAR O LOCAL, MUDA O MAZAL PARA O BEM E PARA BENÇÃO"
Na manhã seguinte, Rabi Shneur Zalman viu que a pensão estava vazia e que o proprietário se encontrava ao lado de carroças carregadas de pertences e malas, e esperava a saida dos hospedes para fechar a pensão.
O proprietário explicou que ele ouviu que quando se recebe uma benção de um Tszdik, precisa-se executar o quanto antes.
Eles estavam atravessando o rio, e um raio atingiu a pensão antiga, que foi consumida pelo fogo.
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Yacov não Morreu
Em relação à Parasha da semana, que fala sobre o falecimento de Yacov Avinu, trazemos a seguinte historia do Talmud:
"Quando os filhos de Yacov se reuniram para enterrar seu pai, chegou Esau e impediu que o funeral prosseguise, alegando que a cova que restou na Mearat Hamachpelá, pertencia a ele. Os filhos de Yacov lembraram a Esau que ele tinha vendido seu túmulo para o irmão, mas Esau insistiu dizendo que queria ver o contrato, logo os irmãos mandaram Naftali, o mais ligeiro de todos, voltar ao Egito e trazer o contrato.
Do lado estava Rushim, filho de Dan, que tinha problemas auditivos. Rushim perguntou porque não enterravam Yacov, e os irmãos apontaram para Esau. Rushim se enfureceu deu um pulo e cortou com sua espada a cabeça de Esau, que rolou até bater na barriga de Yacov. Yacov levantou então sua cabeça, riu e voltou a deitar".
Disseram nossos Sábios: "YACOV AVINU NÃO MORREU" e o mesmo é valido para outros Tsadikim:
"UM TSADIK MESMO DEPOIS DE FALECIDO É CONSIDERADO VIVO"
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Chanuká na Prisão (continuação)
Depois de terem sido flagrados acendendo a Chanukiá na prisão e levados ao julgamento, o juiz se levantou e leu em voz alta:
- “Acendimento de vela com o intuito de informar ao inimigo a localização de vocês”.
A pena por este crime é de morte!
Mordechai Chanzin perguntou: - “A pena é somente sobre mim ou sobre todos os 18 jovens que participaram?”.
- “A todos os jovens”.
Mordechai começou a chorar, ele na verdade se sentiu culpado, sendo ele o idealizador e o incentivador do acendimento da Chanukiá.
O juiz se levantou e perguntou: - “O réu tem algo a dizer em sua defesa?”.
Mordechai disse: - “A única coisa que posso lhe dizer é que não eram velas para nenhum inimigo, eram velas de nossa festa judaica, Chanuká”.
O juiz ficou muito sério e nitidamente tenso ele começou a andar de um lado para o outro da sala e murmurava para si:
- “Velas de Chanuká! Velas de Chanuká!”.
O juiz ordenou que os dois guardas se retirassem da sala, e com um tom de voz rígido disse a Mordechai: - “Vou lhe mostrar como se acende velas de Chanuká”.
O juiz pegou um fósforo, riscou e acendeu o processo contra Mordechai, pegou os outros 18 processos e começou a queimar um por um, enquanto gritava: - “É assim que se acende as velas de Chanuká, é assim”.
Depois de queimados tudo, pediu que os dois guardas entrassem, e os ordenou:
- “Retirem este inimigo da minha frente, e espalhe ele e os amigos dele, porém, não atirem nele, pois o inimigo não merece nenhuma bala se quer”.
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Chanuká na Prisão
O Rabino Mordechai Chanzin, passou 21 anos como prisioneiro em campos de trabalho forçado na Rússia.
Certa vez, quando se aproximava de Chanuká, ele junto com mais 18 prisioneiros judeus, decidiu acender as velas. Cada um doou uma pequena quantidade de margarina, pedaços de trapos de roupas e serviram com pavios e batatas cruas.
Para servirem como recipiente foram cavadas da margarina.
As velas foram acessas no meio da noite, para que passassem desapercebidas aos olhos dos guardas. O plano estava funcionando até o momento em que os guardas flagraram a cena. E levaram os “criminosos” ao julgamento.
O julgamento na verdade era somente uma peça de teatro, pois o veredicto já era sabido mesmo antes dele começar.
O juiz levanta a acusação e lê em voz alta:
- “Acendimento de velas com o intuito de informar o inimigo à localização de vocês”.
A pena por este crime é... (continua semana que vem)
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O Livro de "TÂNIA"
Na próxima semana , terça-feira, dia 19 de Kislev, é o ano novo Chassidut e também o dia em que o Admor Hazaken (o 1º Rebe de Chabad) foi libertado da prisão Czarista.
O Rebe coletava fundos entre seus discípulos e enviava para ISRAEL. Como naquela época (200 anos atrás) Israel se encontrava sobre o domínio do Império Turco-Otomano, que era o inimigo nº 1 da Rússia;
Algumas pessoas inescrupulosas delataram o Rebe ao governo argumentando de que o ele estava fornecendo dinheiro ao inimigo, e por isto foi detido e condenado a morte.
O Rebe permaneceu 53 dias na prisão e disse que o motivo verdadeiro lá nos céus pelo qual ele esta sendo preso, é por ele ter escrito o livro “TÂNIA” que aproxima a parte mística da Tora a cada um de nós, e assim ele estaria aproximando muito a vinda do Mashiach. O SATÂ logo acusou o Rebe de que ele estaria “forçando a barra” para a vinda do Mashiach e ainda não havia chegado à hora. O tribunal Celestial, acatou a acusação do SATÂ e decretou morte ao Rebe.
O Rebe ficou 53 dias na prisão (um dia por cada capítulo do livro “TÂNIA”) e finalmente no dia 19 de Kislev, o Rebe foi solto, a pena de morte revogada e foi dado o carimbo nos céus de que daqui para frente, não somente é permitido divulgar a parte mística da Tora, mas também é um dever de cada um de nós divulgar e estudar para aproximar a vinda do Mashiach.
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A Verdadeira Humildade
Neste Shabat 9 de Kislev o Yuertsait do Rebe Dov Ber – o 2º Rebe de Chabad.
Depois de seu falecimento, vieram os Chassidim até seu genro, o Grande “Tsemach Tsedek” e pediram para que ele assumisse o cargo de Rebe.
O Tsemach Tsedek rejeitou a proposta de maneira bem incisiva. Quando aumentaram as insistências por parte dos Chassidim, ele retrucou:
“O que vocês querem de mim? Ele (o falecido Rebe) está sentado agora no Gan-Eden (paraíso) e esta fazendo um discurso na frente de todas as almas, e a mim ele deixou aqui, porque que me perturbam? Eu não concordo com isto!”.
Disse o Chassid Rav Itschak Izik de Homil:
“Justamente pelo fato do senhor não ter interesse em assumir tal posto de destaque e honra, e pelo fato de estar rejeitando de verdade e sinceramente, por isto nós queremos o senhor.”
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Com Mitsvot não tem Milagres
Rabi Levu Itschak de Berditchev, se esforçou para executar uma determinada atividade comunitária, mas não conseguia concretizá-la.
Um de seus discípulos lhe perguntou: “Porque quando o Rebe dá uma benção para alguém, a benção se concretiza, e aqui no assunto pessoal é importante para o Rebe, precisamos nos esforçar tanto?”.
O Rebe Levy Itschak lhe respondeu: “A Torá nos conta de que quando Rivka foi bombear água do poço para ela, as águas subiram sozinhas. Porém, quando ela foi bombear para o Eliezer e seus camelos, está escrito:”e bombeou e encheu”, daqui aprendemos que a água não subiu a ela, como da primeira vez. Quando o Tsadik se ocupa com suas necessidades pessoais acontece milagres, porém quando nos ocupamos com Mitsvot precisamos trabalhar duro.
Daqui aprendemos, de que se encontrarmos muitas dificuldades em executar um determinado assunto, este assunto é muito importante.
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O exílio
Rebe Elimelech certa vez impôs-se dois anos de exílio voluntário, para que a peregrinação e o sofrimento servissem de expiação de seus “pecados” e o elevassem a um nível mais alto de espiritualidade.
Terminado o exílio, ele voltou para casa, e quando pôs pés em sua cidade, perguntou imediatamente às pessoas pelo estado de sua família. “Nós ouvimos que o seu filho Eliezer está doente”, disse alguém.
Rebe Elimelech correu para casa e entrou ofegante. “Como está o menino?” perguntou à sua esposa. “Como está Eliezer?”
“Eliezer está bem, graças a D´us”, respondeu a esposa. “Ele está brincando com seus amigos.”
“Mas me disseram que Eliezer estava doente”, disse Rebe Elimelech.
A esposa balançou a cabeça. “Não”, disse ela. “Eliezer não esteve doente.” Depois de alguns instantes de silêncio ela disse: “Oh, eu sei ao que eles se referiam. Um vizinho nosso tem um filho que também se chama Eliezer, e é verdade, aquele Eliezer está doente, mas o nosso Eliezer, graças a D´us, está bem.”
Rebe Elimelech ficou aliviado ao ouvir que seu filho estava bem. Mas depois de um momento ele disse a si mesmo: “Melech, Melech então é assim? Faz alguma diferença para você se é o seu Eliezer que está doente ou o de uma outra pessoa? Então o que é que você conseguiu com o exílio? Volte para o exílio, Melech. Você ainda não mudou”.Em conseqüência disto, ele despediu-se de sua esposa e voltou para o exílio por mais um ano.
É possível que sentamos por outra criança o mesmo que sentimos pelos nossos filhos? Provavelmente não. Mas é importante saber que existiram pessoas que exigiam de si este grau de ahavat israel.
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Verdadeiro Estudo
Dovber, o Maguid de Mezritch era um erudito extraordinário e famoso. Quando ele encontrou o Baal Shem Tov pela primeira vez, este estava sentado à sua escrivaninha estudando o Zohar (livro básico da Cabala). O Baal Shem Tov perguntou ao Maguid se já havia estudado o Zohar. O Maguid respondeu que sim. “Você poderia ler esta parte para mim?” Perguntou o Baal Shem Tov. O Maguid começou a ler a seção que tratava do Trono da Glória Divino, como está descrito no livro de Ezequiel. O Baal Shem Tov o interrompeu no meio de sua explicação e pediu que ele explicasse melhor o trecho. O Maguid começou a interpretar e explicar, mas o Baal Shem Tov pediu que fizesse melhor.
De fato, o Maguid se esforçou ao máximo, usando todos os seus profundos conhecimentos, se desdobrando numa tentativa de explicar o assunto. O Baal Shem Tov comentou: “Permita-me, por favor”.Ele começou simplesmente a ler o texto.
Enquanto ele lia os detalhes do Trono da Glória e os anjos ministeriais, uma visão exata do que estava descrito no Zohar apareceu repentinamente ao Maguid. Quanto mais detalhes o Baal Shem Tvo lia, mais sublime ficava a cena.
O Maguid achou que ia desmaiar por causa desta visão tão maravilhosa, quando o Baal Shem Tov fechou o livro, fazendo com que toda a cena desaparecesse.
“Agora você sabe o que é estudar?” Perguntou o Baal Shem Tov.
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D´us sabe o que faz
Na época em que Rabi Naftali de Ropshits morava com seu mestre, o Chozê de Lublin, aconteceu uma ventania muito forte. Tão forte que as pessoas não conseguiram sequer sair de casa.
O Rabi Naftali pediu a seu mestre que parasse a ventania. O Chozê de Lublin não respondeu nada. Rabi Naftali continuou pedindo incessantemente e como não foi atendido disse: “Caso o Sr. não faça, terei que fazer sozinho”. E assim foi, a ventania parou.
Depois de alguns dias, rabi Naftali foi até o Chozê, trazendo vários pedidos de benções para vários doentes, vítimas de uma epidemia que caiu sobre as cidades vizinhas.
Disse o Chozê ao seu aluno: “Você vê, nem sempre vale a pena se intrometer no que D´us faz. Agora precisamos consertar aquilo que você estragou.”
Os dois Tsadikim então fizeram algo, consertaram o estrago, trazendo saúde e cura para o povo.
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Julgamentos
Certa vez um discipulo do Bal-Shem-Tov lhe perguntou, se D´us julga e decreta em Rosh Hashaná, o que acontecerá o ano inteiro com a pessoa, porque a Tora nos conta que a pessoa é julgada diariamente!
O Bal-Shem-Tov não respondeu apenas orientou que fosse pego a carruagem, para fazer uma viagem, os discípulos viajaram com o Mestre até que chegaram em um determinado local, aonde avistaram um senhor de idade que carregava água para se sustentar.
O Bal-Shem-Tov lhe perguntou como ele vai.
-“Péssimo!”, respondeu o idoso. “Já tenho muita idade e preciso ganhar um misero sustento carregando estes baldes pesados. Às vezes tropeço em uma pedra e preciso voltar ao Rio para reencher os baldes. Tenho filhos, mais cada um se ocupa com seus afazeres e quase não tem tempo para mim.”
Passado algumas semanas, o Bal-Shem-Tov, orientou que viajassem novamente. Quando chegaram no mesmo local, e avistaram o idoso novamente, o Bal-Shem-Tov lhe perguntou como vai.
-“Graças a D´us, tudo bem!”, respondeu o velhinho. “Apesar de minha idade, consigo ganhar meu sustento carregando água, às vezes tropeço, mas posso encher novamente os baldes no rio, tenho filhos e apesar de que cada um esta muito ocupado com seus afazeres, eles de vez em quando se lembram de mim.”
O Bal-Shem-Tov explicou, existem dois julgamentos. Em Rosh Hashaná, D´us decide “quanto” a pessoa receberá, mas existe um julgamento diário de “como” a pessoa vai receber.
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Mashiach está aqui!
O Grande Cabalista, Rav Itschak Kaduri, vive hoje em Israel. Há três anos atrás, acordou chorando e pediu para seu ajudante leva-lo urgente ao Muro das Lamentações. Quando chegou lá, rezou alongadamente e no final das orações, um sorriso pairava em seu semblante. Quando seu ajudante lhe perguntou o que havia acontecido, Rav Caduri lhe disse que quando acordou achava que
não iria mais ver o Mashiach, mas agora depois da reza ele finalmente verá
Mashiach (Rav Caduri tinha na época 104 anos).
Neste último Yom Kipur, na hora de Minchá, Rav Kaduri fechou os olhos por 45 minutos e parecia que conversava com alguem e quando terminou Yom Kipur, Rav Kaduri contou que a alma de Mashiach, já se encontra no mundo e penetrou dentro do corpo de alguem.
Preparem-se, Mashiach está chegando!
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Nem só de pão vive o homem
Rebe Shmuel Munkatsh era um discípulo do Admor Hazaken, o primeiro Rebe de Lubavitch, fundador do movimento Chabad. Certa vez, durante uma longa viagem quando regressava a sua cidade, teve que pernoitar no sabado a noite em uma pensão.
Aquela era a primeira noite de Slichot, as rezas de suplicas realizadas antes de Rosh Hashaná, onde se costuma recitar as preces a meia-noite. Quando faltavam alguns minutos para a meia-noite, a proprietária da pensão resolveu chamar o Rebe Shmuel e avisá-lo que estavam todos na sinagoga prestes a iniciar. Depois que bateu na porta, Rebe Shmuel abriu e perguntou: "Porque você bate na minha porta no meio da noite?"
A proprietária respondeu: "Você nao sabe? Hoje falamos Slichot"
- "O que é Slichot? perguntou Rebe Shmuel.
-"Ora você com essa barba comprida e cara de Rabino, não sabe o que é Slichot!!! Slichot é quando pedimos a Hashem para que neste proximo ano a plantação tenha uma boa safra e as vacas tenham bastante leite," respondeu a dona da pensão.
-"Bah! Se isso é Slichot, então por favor me deixe dormir."
A Torá nos ensina que não apenas pelo pão, e suas necessidades fisicas, viverá o homem, mas por tudo que sai da boca de D'us. O homem foi criado para servir a D´us, e com as Slichot devemos pedir para que possamos ter o mérito de cumprir nossa missão.
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A chegada de Mashiach
Numa manhã de Rosh Hashana durante as preces, o grande Baal Shem Tov, no meio da reza da Amida, no Mussaf, teve uma “aliat neshamá”. Sua alma acendeu aos mais altos mundos espirituais.
Após atravessar vários estágios e avistar coisas fantásticas, finalmente chegou até o palácio onde se encontra Mashinach. O Baal Shem Tov teve receio em entrar, e só o fez quando se juntou a alma de seu mestre, o grande Hachiá Hashiloni.
No momento em que o Baal Shem Tov viu Mashiach, ele perguntou: “Quando poderemos presenciar sua chegada?”
“Quando suas fontes (os ensinamentos de Chassidut, parte mística da Torá) brotarem e forem difundidas pelo mundo inteiro, aí então eu virei, respondei Mashiach.”
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Vazio
Numa manhã de Rosh Hashana durante as preces, o grande Baal Shem Tov, no meio da reza da Amida, no Mussaf, teve uma “aliat neshamá”. Sua alma acendeu aos mais altos mundos espirituais.
Após atravessar vários estágios e avistar coisas fantásticas, finalmente chegou até o palácio onde se encontra Mashinach. O Baal Shem Tov teve receio em entrar, e só o fez quando se juntou a alma de seu mestre, o grande Hachiá Hashiloni.
No momento em que o Baal Shem Tov viu Mashiach, ele perguntou: “Quando poderemos presenciar sua chegada?”
“Quando suas fontes (os ensinamentos de Chassidut, parte mística da Torá) brotarem e forem difundidas pelo mundo inteiro, aí então eu virei, respondei Mashiach.”
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Ver o lado bom que existe em cada um
Rebe Moshe Leib de Sassov costumava vagar de cidade em cidade. Assim explicava a razão de suas viagens: "Se alguém tem um irmão vivendo num local distante, ele não viajaria para visitá-lo?". Todos os yehudim são meus irmãos, e gostaria de poder conhecê-los. Numa das comunidades visitadas, os discípulos do Rebe se opuseram a sua visita a um homem considerado como terrível pecador. "Nosso Rebe não deveria entrar na casa de um Rasha (perverso) como este", disseram os discípulos.
Rebe Moshe Leib fitou-os nos olhos e com espanto retrucou: "Como vocês ousam afirmar que esse tsadik (justo) é um Rasha (perverso)? Olhem bem, ele tem Mezuzá na porta!".
Inspirado nesse episódio, Rabi Elimelech de Lizansk compôs uma bela reza introdutória para os serviços da manhã, na qual se diz: "Por favor, me ajude a ver o bom que existe em cada um, e não seus erros".
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O Saraf de Lublin
Quando o Tsadik Rebe Chaim de Sanz era um menino, seu pai o levou para conhecer o "Saraf (Anjo) de Lublin". Durante essa visita a Lublin, o Saraf estava recebendo pessoas em audiências privadas que buscavam seus conselhos. Subitamente ele informou que precisava de algum tempo para meditar.
O pequeno Chaim então ficou curioso, e se escondeu num armário para observar o que o Saraf fazia nestes momentos. Ele notou que o Saraf andava de um lado para o outro recitando um trecho da Torá.
Após alguns minutos, o Saraf se dirigiu diretamente ao armário e encontrou Chaim que se escondia. Ele o abraçou e disse:
- "Chaim'ke, deixe eu lhe contar o que estava fazendo". No Início da Criação, Hashem, Abençoado Seja, criou uma grande Luz. Porém, como poderiam existir pecadores que usurpariam esta Luz, Ele, a substituiu por uma luz mais fraca, e guardou a Poderosa Luz dentro da Torá. Com a ajuda desta Luz, uma pessoa pode ver todo o mundo! Quando senti hoje que não conseguiria mais avistar essa luz, tive que restaurar minha visão. E o fiz recitando este trecho da Torá.
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Um diamante
Certo dia, o Rebe Rashab (o 5º Rebe de Lubavitch) estava sentado próximo ao Sr. Monye Monisson, grande comerciante de diamantes. O Rebe disse alguns pronunciamentos, onde exaltava muito os judeus simples e incultos.
-Porque o senhor faz tanto caso deles?, perguntou o Sr. Monye ao Rebe.
-Cada um deles tem qualidades muito preciosas, respondeu-lhe o Rebe.
- Eu não consigo ver nada neles!, disse então o Sr. Monye.
O Rebe permaneceu em silêncio. Um pouco depois, ele perguntou ao Sr. Monye se ele trouxera a bolsa onde guardava suas pedras preciosas e diamantes. Monye levou o Rebe até um outro quarto, e exibiu os diamantes. Monye apontou para uma pedra em particular e começou a exaltar suas qualidades e beleza.
-Eu não vejo nada de especial, disse-lhe ao Rebe.
-Para ver isso você precisa ser um "expert no assunto", disse o comerciante.
-Da mesma forma como você não entendeu o que eu quis dizer sobre as qualidades dos judeus simples, saiba que todo yehudi é algo precioso, mas você precisa ser um "expert no assunto" para compreender.
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Fator Significativo
Certa vez o Rebe anterior de Lubavitch, referindo-se a alguém usou o termo “temente a D´us”. O secretário do Rebe, entretanto, observou que a reputação daquele indivíduo, não justificaria um atributo tão distinto.
Mesmo assim, o Rebe insistiu e trouxe o seguinte exemplo: quando um médico patologista analisa uma amostra de sangue, ele procura no microscópio qualquer traço de elementos ou células suspeitas. A descoberta de até mesmo um milésimo dessas células, uma pequena porcentagem delas, já seria considerado significativo, podendo ser sinal que existe algum fator influente na saúde ou na vida da pessoa cujo sangue esta sendo analisado, e pode assim determinar o desenvolvimento de um determinado processo naquele organismo.
Também sigo essa mesa forma de análise, disse o Rebe. Eu enxergo a alma da pessoa, através de um microscópio espiritual. E sempre acho nessa alma, pelo menos uma pequena amostra de temor a D´us. Essa amostra para mim é muito importante, pois é sinal que esse potencial pode crescer e se desenvolver, e vir a se tornar um fator muito influente na vida dessa pessoa. De fato, conferindo aquela pessoa o título de “temente a D´us”, independente das aparências, você estará incentivando o indivíduo a desenvolver seu potencial.
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A folha
O Rebe Anterior de Chabad, o Rebe Rayats, passeava com seu pai durante o verão de 1896. Durante o passeio seu pai lhe disse:
- Veja Divindade! Cada momento de crescimento de cada caule ou grama, esta incluso no Divino Plano da Criação. Ele é observado e guiado por D´us, para algum objetivo. Ao entrarmos na floresta estava eu concentrado em meus pensamentos, conta o Rebe.
Desapercebidamente arranquei a folha de uma árvore, e enquanto meditava profundamente sobre as palavras de meu pai, rasgava a folha em pequenos pedaços e jogava-os ao vento.
- O sagrado Arizal, disse então meu pai me ensinou que não somente em cada folha de uma árvore existe uma vida, com um objetivo específico pelo qual D´us a criou, e que também cada folha possui a centelha de uma alma que desce ao mundo para encontrar sua correção e atingir a plenitude. Você acha que a vida desta folha vale menos que a sua?
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Guth Katif
O Gaon Rebe Biniamin David de Ostrova, Presidente do fundo “Maot Israel”, foi certa vez ao Rabi Yechezkel de Kozmir e conversaram sobre a importância da Terra de Israel.
Perguntou Rabi Yechezkel: “Porque a Terra de Israel é chamada assim, e não Terra de Avraham ou Terra de Itschak?”.
Respondeu-lhe Rebe Biniamin: “Se a Terra fosse chamada de Terra de Avraham, os Ismaelistas poderiam reivindicá-la; se a Terra fosse chamada Terra de Itzchal, os Edomitas poderiam reivindicá-la. Agora que ela é chamada Terra de Israel, seu nome prova que ela pertence somente ao Povo de Israel”.
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Terra de Israel...
O Gaon Rebe Biniamin David de Ostrova, Presidente do fundo “Maot Israel”, foi certa vez ao Rabi Yechezkel de Kozmir e conversaram sobre a importância da Terra de Israel.
Perguntou Rabi Yechezkel: “Porque a Terra de Israel é chamada assim, e não Terra de Avraham ou Terra de Itschak?”.
Respondeu-lhe Rebe Biniamin: “Se a Terra fosse chamada de Terra de Avraham, os Ismaelistas poderiam reivindicá-la; se a Terra fosse chamada Terra de Itzchal, os Edomitas poderiam reivindicá-la. Agora que ela é chamada Terra de Israel, seu nome prova que ela pertence somente ao Povo de Israel”.
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Pai e Filho
Certa vez, um tzadik passeava pela cidade na companhia de um discípulo, quando ouviram um grito de desespero vindo de uma casa nas redondezas. Foram ver o que se passava e descobriram que um homem estava arrastando seu pai idoso para a porta, com a intenção de colocá-lo para fora de sua casa. O velho homem chorava e suplicava por misericórdia, implorando que o filho não o expulsasse.
O discípulo foi tomado por uma intensa raiva, e ficou chocado ao ver que seu mestre, o tzadik, nada fazia para por um fim àquele comportamento atroz. De fato, o tzadik ficou parado calmamente à janela, observando a cena, enquanto as súplicas do ancião caíam nos ouvidos indiferentes do filho, que persistia na expulsão. O discípulo se sentia compelido a por um termo a esta horrível conduta, mas por respeito a seu mestre ele também permaneceu em silêncio.
Porém, assim que o filho empurrou o pai para além da soleira da porta, o tzadik entrou abruptamente na casa, agarrou o pelo colarinho, deu-lhe umas boas palmadas e repreendeu-o, como castigo pela brutal insolência e crueldade com que tratava seu pai.
Ao deixa a casa, o tzadik dirigiu-se a seu discípulo. “Você sem tanto tempo”, ele disse. Ä verdade é que este pai idoso, na sua juventude, tentou expulsar seu pai de casa, e conseguiu arrastá-lo até a solteira da porta. Assim, ele também merecia ser arrastado até a solteira; mas quando ele foi arrastado para além da solteira, ah! Isto era mais do que ele merecia, e neste ponto eu tive que intervir”.
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O Alfaiate....
O Alfaiate da Rebetsin Rivka trouxe uma roupa nova para que fosse experimentada. Naquela ocasião o filho da Rebetsin Rivka, que fulturamente se tornou o grande Rebe Rashab (o 5º Rebe de Chabad), tinha apenas quatro anos.
O menino percebeu que um pedaço de tecido, se encontrava dentro do boslo do alfaiate. Ele se aproximou cautelosamente e puxou para fora o tecido do bolso do alfaiate.
O alfaiate se envergonhou tanto, e começou a se desculpar, dizendo que esqueceu que este tecido tinha sobrado.
Depois dele ter ido, repreendeu a Rebetsin seu filho por Ter envergonhado o alfaiate. O menino, começou a chorar, se penalizou muito pelo erro cometido e procurar meios para concertar o ocorrido. Após algumas semanas, quando a história já tinha se esquecido, o menino se dirigiu a seu pai, e perguntou como se pode concertar um pecado de envergonhar o próximo.
- “Porque você pergunta isto?”, questionou-lhe o pai.
- “Eu simplesmente quis saber”, responder o menino.
Depois disto, quando sua mãe lhe respondeu o motivo pelo qual ele não revelou o assunto ao seu pai, o menino respondeu:
-“Não basta que eu envergonhei o alfaiate, eu preciso também falar fofoca?!”.
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Rebe Chaim...
Maimonedes traz em seu livro, que existem oito níveis de Tsedaká; o mais elevado de todos é ajudar alguém com um empréstimo, ou ajudá-lo a levantar o seu negócio, antes que ele venha a quebrar, para o Rebe Chaim De Tzana, isto não era uma teoria.
Certa vez uma senhora sofrida, bateu na porta do Rebe e chorando lhe disse:
- “Sagrado, Rebe, o Shabat esta entrando dentro de algumas horas, e não tenho um centavo para preparar algo para o Shabat, nem para Mim e nem para Meus filhos!”.
- “A Sra. Não tem uma barraca de maças na feira? Porque a Sra. Esta reclamando?”, perguntou o Rebe.
- “Correto Rebe”, disse a Sra. com uma voz sufocada de lágrimas. - “Porem, ultimamente saiu um boato na cidade de que minhas maças não são boas. Não consigo mais vender nada, e minhas crianças estão com fome!”.
Imediatamente, pegou Rebe Chaim seu chapéu e sua bengala e foi até a feira, até a barraca onde a senhora vendia as maças.
“YEHUDIM!! Comprem maças para o Shabat!” Rebe gritava tão forte que toda a feira escutava. Dentro de alguns segundos, dezenas de clientes se dirigiram até a barraca do Rebe Chaim e pediam para comprar maças. Absolutamente ninguém ousou pedir um desconto e vários pagaram até mais caro do que Rebe Chaim pedia. Não demorou muito até que o estoque acabou e na mão da Sra. tinha uma bolsa cheia de notas e moedas de prata.
Rebe Chaim se despediu da Sra. e lhe disse: - “Suas maças são boas, só que as pessoas daqui não sabiam até agora...”
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Carta ao Rebe
Rabbi Yehuda Leibush Heber era muito próximo do Rebe e da Rebetsin, durante a Segunda Guerra Mundial, quando o casal morava anonimamente em Paris.
“No início da Guerra” relatou Rabbi Heber, “eu estava ponderando sobre a possibilidade de imigrar para os EUA ou ficar em Paris. Isto foi antes da invasão Nazista em Paris, e ninguém poderia prever quanto devastador seria o futuro. Eu estava financeiramente seguro em Paris e preocupado com a incerteza e dificuldade da imigração.”
O Rebe Me sugeriu que eu escrevesse uma carta para seu sogro, o Rebe anterior, que estava vivendo na Polonia.
“Eu fiquei muito surpreso com seu conselho. Contatos com Varsóvia eram praticamente impossível, através de telefone ou correio”.
Mande um telegrama sugeriu o Rebe.
“Isto pareceu também absurdo, naquele momento”.
-“Você não tem idéia do que é um Rebe”, disse o Rebe. “Um telegrama ou carta, não necessita ser entregue ao Rebe, para que ele saiba a pergunta; e a resposta do Rebe não precisa ser entregue a voce para que você receba uma resposta!”.
“Eu logo sentei e escrevi minha carta e me dirigi ao escritório da União Ocidental”.
“Me desculpe, não há a mínima possibilidade de telegrafar para Polônia, todas as linhas estão cortadas”, disse o secretário.
“Eu não esperava uma resposta diferente, mas eu fiz aquilo que eu pude”.
“Na manhã seguinte eu acordei com uma convicção única: Eu vou imigrar para os Estados Unidos.
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1 Mezuza, 2 Almas
Perla Cohen era uma estudante de economia na universidade de Lion-França, lá ela se reunia com outros estudantes para uma aula de Judaísmo semanal com o Rabino Gurevitch.
Depois de muito tempo de contato com o Rabino Gurevitch, Perla resolveu colocar uma Mezuza na porta de sua casa. Porém, a Mezuza não durou muito tempo, amigas que visitaram sua casa, lhe disseram que uma moça judia, que morava sozinha em Lion, e coloca uma Mezuza na sua porta, estaria correndo riscos de provocações anti-semitas, Perla foi convencida e retirou a Mezuzá da porta.
Duas semanas mais tarde, quando chegou em sua casa, encontrou um bilhete na porta, dizendo que chegou para ela um pacote pelo correio, e que este se encontra com o vizinho do 5º andar. Quando Perla subiu até o vizinho, um Sr. de 70 anos, explicou que quando subia as escadas, encontrou o carteiro com o pacote e como não havia ninguém em casa, este resolveu deixar com ele o pacote. Quando Perla pegou o pacote e agradeceu, o vizinho lhe respondeu: “SHALOM”.
Perla lhe perguntou: - “Você é judeu?”.
- “Sim”, respondeu o vinho. Gostaria de lhe perguntar algo: “Porque você tirou a Mezuza de sua porta?”.
Quando Perla começou a gaguejar e explicar o problema do perigo, etc..., ele disse que gostaria de contar-lhe algo.
Eu perdi toda minha família no holocausto, minha esposa e meus filhos. Desde então eu fugi e me distanciei totalmente do Judaísmo. Não queria mais saber de Shabat, Kasher, Pessach e nem Yom Kipur, inclusive vim morar nesta região, aonde dificilmente se encontram judeus.
A mais ou menos um mês atrás, o elevador quebrou, e tive que subir de escada, e quando cheguei no 1º andar, vi uma porta com Mezuza. A Mezuza que há 30 anos eu não via, me “conquistou totalmente”, e me trouxe décadas para trás. Lembranças Profundas de minha infância me tocaram até as partes mais profundas de minha Alma, fique do lado da Mezuza uns 30 minutos, com a mão sobre ela e chorei como uma criança pequena.
Desde então parei de usar o elevador, todo dia subia e descia de escada para visitar “Minha” Mezuza e Meu Judaísmo. Quando 2 semanas atrás não via a Mezuzá, fiquei perdido, sumiu meu Judaísmo que tanto quero me ligar.
Desde então duas almas se juntaram na casa do Rabino Gurevitch para a comunidade Chassidica da cidade. Perla Cohen, que se casou com um rapaz da Yeshivá e Avraham Laundret, 70 anos, que começou uma nova vida.
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Se fosse igual a minha mãe.
Uma esposa, um pouco indignada com seu marido, resolve fugir de casa. O marido, desesperado procura o Rebe:
- “Rebe, não sei mais onde procurar minha esposa. Ela simplesmente sumiu”.
O Rebe tranqüiliza o marido, garantindo que em breve ela iria procurá-lo, pedindo conselho ou orientação, e aí. Rebe tentaria dar um jeito.
Poucos dias depois a esposa procura o Rebe e pergunta:
- “Rebe, o Sr. acha que eu deveria voltar para casa?”.
O Rebe respondeu afirmamente:
- “Eu voltaria se o Sr. me prometesse que meus filhos, tais como o Sr., crescerão pessoas sábias e especiais.”
- “Se você for, para seus filho, mãe tão dedicada, como seus filhos serão como eu. E, para você Ter idéia de quem foi minha mãe, vou lhe contar uma história”.
Minha mãe, sempre que acendias as velas de Shabat, chorava muito.
Certa vez, minha mãe chorou tanto que suas lágrimas apagaram as velas.
Quando ela tirou as mãos do rosto e viu que as velas tinham apagado, ela começou a chorar com mais intensidade. E aí, por um milagre divino, as velas reacenderam.
Se for uma mãe tão boa e dedicada como minha mãe foi para mim, você terá filhos iguais a mim
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Nunca Desistir
O Bal-Shem-Tov chamou seu Chassid (Discípulo) e lhe disse: “Viaje até uma cidade, e lá tente levantar fundos, pois preciso casar 10 casais de órfãos”.O Chassid atendeu prontamente o pedido do Rebe e partiu.
Após três dias de muitas tentativas sem sucesso, o Chassid desapontado com seu fracasso resolveu regressar. No caminho de volta, o Chassid pára para fazer uma refeição em uma praça e começa a dialogar com Hashem (D´us): “Porque o Sr fez isto comigo? Afinal de contas, eu não fui pedir dinheiro para Mim, mas sim para seus filhos, eu queria casar os seus órfãos! Gostaria de que pelo menos você me desse um sinal”.
Quando o Chassid acaba de falar estas palavras, ele ergue os olhos e avista um homem religioso sendo preso por três guardas. Quando o homem se aproxima, o Chassid pergunta: “Reb Yid, Reb Yid, quem é você?”.
- “Meu nome é Yossi, Yossi der Ganev (Yossi o ladrão)” - respondeu-lhe o prisioneiro.
- “Porque você está sendo preso?”. – perguntou-lhe o Chassid.
- “Porquê eu fui pego roubando em flagrante”.
- “Bom, pelo menos agora você vai aprender a lição, quando saíres da prisão, não roubarás Mais”.
Yossi der Ganev olhou para o Chassid e lhe disse: - “Rebe Yid, nós os Yehudim não desistimos nunca, quando não conseguimos na primeira vez, tentamos a segunda e a terceira”.
O Chassid volta para a cidade e volta a angariar fundos. Em pouco tempo, ele conseguiu todo dinheiro necessário.
Quando ele voltou e entregou o dinheiro ao Bal-Shem-Tov, ele lhe perguntou: “Como foi seu encontro com Eliahu Hanavi?”
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Rebe Zushia...
Um Maltrapilho,com suas roupas sujas e rasgadas, batia nas portas das casas de um Rico Shteteh (vilarejo) e pedia incarecidamente por algum donativo. O Pobre homem, não teve muita sorte e todas as casas o recusavam.
Uma semana depois, o grande Rebe Zushia de Anapoli visitou a cidade, toda população lhe saudava enquanto abria caminho para sua carruagem suntuosa passar. O Rebe Zushia foi levado até a grande sinagoga, onde sentou na cabeceira da mesa, enquanto uma multidão o circundava. Todos esperavam em silêncio escutar as palavras sábias de Rebe Zushia, mas o Rebe Zushia pediu que primeiro servissem o jantar.
O garçom trouxe o peixe, o Rebe Zushia se levanta e coloca o peixe no bolso de sua linda capota de seda, em seguida foi servido a sopa, o Rebe Zushia se levanta e coloca a sopa na aba de seu chapéu, a sopa transbordou o chapéu e molhou sua barba e suas roupas, em seguida Rebe Zushia pediu que servissem o terceiro prato, e quando o garçom trouxe a carne, o Rebe Zushia colocou o bife em seu sapato.
Todos atentos ao espetáculo e perplexos com a atitude de Rebe Zushia, mantinham se calados esperando uma explicação.
Rebe Zushia se levantou e disse: “- Meus queridos irmãos. Quando Me disseram que existia uma comunidade Judia, que não compria a Grande Mitsvá da Tsedaká, não quis acreditar. Vim pessoalmente verificar e bati em todas as portas, torcendo para que alguém se compadecesse comigo e Me desse algo”.
Rebe Zushia fez uma pausa, o silêncio era pesado e um profundo sentimento de arrependimento e vergonha pairava no coração de todos.
“Hoje, vocês que estão Me honrando, percebi que a honra não era devida a minha pessoa, pois eu mesmo estive aqui semana passada. A honra é devido a minha roupa imponente e a minha carruagem suntuosa, portanto conclui que este banquete é para eles e não para Mim”
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O que sai da boca
Certa vez o Grande Bal-Shem–Tov, instruiu alguns de seus discípulos para que embarcassem consigo em uma jornada. O motivo da viagem não foi relevada, e tampouco os discípulos perguntaram.
Depois de viajarem por horas, eles pararam em uma pensão para comerem e descansarem. Os alunos do Bal-Shem–Tov eram muito devotos, que exigiam um alto padrão de alimentação Kasher, e quando eles descobriram que o instaladeiro iria servir carne na refeição, eles pediram para entrevistarem o Shochet.
O Shochet primeiramente foi examinado pelos alunos, para que conhecessem o seu nível de espiritualidade e conhecimento da Torá, depois sua faca que costumava usar no abate foi cuidadosamente examinada.
A discussão sobre a qualidade do Kasher prosseguiu durante a refeição, onde era questionada a origem de cada ingrediente.
Durante isto, uma voz surgiu por de trás do forno, aonde um velho pedinte descansava com seus trapos: “Queridos Judeus, vocês são tão cautelosos com o que sai de suas bocas, assim como vocês são com que entra.”
Os discípulos terminaram suas refeições em silencio, e entraram rapidamente na carruagem para retornarem.
Agora sim, os discípulos entenderam o propósito de sua viajem
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Lag- Baômer
Hoje é Lag- Baômer, data de falecimento do Grande Tsadik Rabi Shimon Bar Yochai, autor do “Zohar”, um dos principais livros da Cabalá.
Rabi Shimon foi discípulo de Rabi Akiva, que teve 24 mil alunos que foram mortos por uma epidemia, que foi cessada (somente 5 sobreviveram), justamente no dia Lag-Baômer.
Em conexão com Lag-Baômer, trazemos hoje uma história de Rabi Akiva:
- Certa vez Rabi Akiva foi ao mercado pois precisava vender uma pedra preciosa.
Quando tentava vender, um dos mendigos se aproximou e perguntou quanto custava a pedra.
Rabi Akiva, muito delicadamente, pediu que parasse com tais brincadeiras, porém o mendigo insistiu: “Gostaria de saber o valor da pedra??”
- “Se você não tem condições para comprar, por que queres saber o valor?”. Perguntou o Rabi Akiva.
- “Mas quem disse que não tenho?”.
O mendigo levou Rabi Akiva até o bairro mais luxuoso da cidade, e o fez entrar em uma mansão; Em seguida, serviu-lhe iguarias em manjares que Rabi Akiva há tempo não via igual.
Rabi Akiva, depois da refeição perguntou: - “Se realmente você é tão rico assim, porque sentas com os mendigos na praça?”.
- “Mestre, a Torá condena a luxuria e valoriza a humildade. Toda a riqueza que eu tenho não é devido minha capacidade em realizar grandes negócios ou minha genialidade no trabalho, mais sim, porque D´us me concedeu isto tudo. Portanto, sento entre os pobres uma vez por semana para me lembrar disto. E além do mais mestre, a vida é como uma roda, hoje estamos em cima, amanhã poderemos estar em baixo. E se isto acontecer, pelo menos já tenho o meu lugar reservado entre os pobres na praça!”.
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O Rebe costumava dizer...
O Rebe de Lubavitch costumava a dizer, o sinal de que algo esta vivo, é o crescimento, o processo.
Uma pessoa deve sempre se preocupar que o seu “hoje” seja melhor do que o “ontem”. O Grande RAV SAADIA HAGAON, nos mostrou isto claramente.
Certa vez, o Grande sábio RAV SAADIA GAON viajou e pernoitou em certa pensão, RAV SAADIA era muito humilde e tinha uma conduta simples, o Proprietário da Pensão nem percebeu quem ele estava hospedando.
No dia seguinte o proprietário descobriu quem em seu hospede, e se desculpou: “REBE SAADIA, perdão! Me desculpe! Eu ontem não sabia, o Sr. era uma pessoa tão grande e ilustre, caso eu soubesse iria lhe dar um outro tratamento.”
RAV SAADIA chorou e disse: “ D´us, Todo Poderoso! Eu ontem não conhecia a grandeza do Sr. como eu conheço hoje. Caso contrário, teria Me esforçado para servi-lo adequadamente.”
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A bênção
No final da década de 20 o Rabino Aharon Leib entrou no escritório do 6º Rebe de Lubavitch, Raabbi Yossef Itschak, em uma entrevista particular. Pediu uma bênção para que seus filhos crescessem homens tementes e devotos a D-us.
O Rebe lhe respondeu: “Uma bênção é similar a chuva. Se primeiro o campo for arado, semeado, quando vem a chuva cresce uma linda plantação. Porém, se o campo no foi trabalhado antes, nenhuma chuva pode resolver”
As bênçãos são importantes, mas não nos exime do trabalho e esforço.
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Sheftel de Barditchev
Sheftel de Barditchev era um chassid fervoroso do grande Rebe Isroel de Rujin.
De vez enquando, despertava em Sheftel uma saudade imensa de seu Rebe e ele largava tudo e viajava imediatamente para visitar o seu Rebe e somente se acalmava depois que o via.
Certa vez, depois da refeição final, antes de Yom Kipur, Sheftel sentiu um desejo incontrolável de ver seu Rebe. Todos sabiam que neste momento o Rebe se trancava em seu quarto e comunicava com o criador. Absolutamente ninguém era capaz de interferir e incomodar o Rebe.
Mas Sheftel não era capaz de se conter e ficou do lado de fora do quarto do Rebe, chorando na porta. O Rebe sentiu isto e abriu a porta, dizendo: “Saiba que muito mais do que você me ama, muito, mas muito mais ainda eu amo o judeu delator (e falou o nome de um conhecido). E se eu amo o judeu delator assim, quanto mais ainda que eu amo um simples judeu pecador. E se eu amo um simples judeu pecador assim, quanto mais ainda que eu amo um judeu que estuda a Torá e cumpre as mitsvot, e se eu amo um judeu que estuda a Torá assim, quanto mais ainda que eu amo um judeu que é meu chassid e está ligado a mim.
E saiba que mais, mas muito mais do que eu amo um judeu chassid meu, o todo poderoso ama aquele judeu delator, etc.
Somente depois disto Sheftel se acalmou e foi se preparar para o Yom-Kipur.
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Disse o Rebe Yosef Ytzchak (o sexto Rebe de Chabad)
Disse o Rebe Yosef Ytzchak (o sexto Rebe de Chabad): o suspiro que um yehudi dá pelo sofrimento de sei irmão quebra todas as barreiras de ferro de todos os (anjos) acusadores. E quando um yehudi participa na felicidade de seu irmão, se alegra com ele e o abençoa. Esta benção é vista por D-us, abençoado seja, como a reza de rabi Ishmael, o Cohen Gadol (sumo sacerdote) em Yom Kipur no Kodesh Hakodashim (lugar mais sagrado do templo, onde se encontrava a arca da aliança).
A gradeza da mistvá de Ahavat Israel (amar teu irmão como a ti mesmo) e o mérito desta mistvá não da para calcular. E feliz é o homem que se empenha nesta mitsvá.
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O Chassid Itzchak Aizik da cidade de Homil contou
Quando cheguei a cidade de Liozna encontrei alguns anciões que costumavam dizer: “Ame s teu irmão e o todo poderoso te amará. Faça uma bondade a seu irmão e o todo poderoso será bom contigo. Aproxime o teu irmão e o todo poderoso te aproximará.
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A Força dos Salmos
Certa vez foi decretado sobre uma cidade judaica extermínio, D-us nos livre. O Bal-Shem-Tov chamou seus amigos, Rebe Mordechai e Rebe Kehad, dois tsadikim ocultos para que os três formassem um Beit-Din (tribunal Rabínico) e juntos procurassem meios para anular o decreto.
No momento em que a alma do Bal-Shem-Tov acendeu aos mundos superiores viu que o decreto era irrevogável. Quando sai alma desceu novamente viu um local muito iluminado, onde brilhava uma luz muito intensa. Ele descobriu que aquela luz era de um aldeão, que era lenhador, e durante o seu trabalho ele recitava salmos de cor, e também todos os trabalhos que ele fazia eram acompanhados de salmos. Assim, ele terminava o livro de salmos umas cinco vezes por dia e as letras destes salmos eram aquelas que brilhavam tanto.
Viajou o Bal-Shem-Tov até aquele homem e perguntou: “Se você soubesse que com seu mundo vindouro você poderia salvar um povoado judaico, você concordaria em trocar?” Respondeu o aldeão: “Se eu tenho alguma parte no mundo vindouro, dou isto de presente”. E o decreto foi anulado
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Disse o grande Bal-Shem-Tov (2)
Disse o grande Bal-Shem-Tov: “Eu testemunho sobre mim os céus e a terra, que assim aconteceu: Um certo homem foi julgado pelo tribunal celestial. O homem era muito simples e não conhecia basicamente nada sobre judaísmo, somente rezava e falava salmos. Porém, ele amava o próximo até as profundezas de sua alma. Em pensamento sempre pensava em ajudar o próximo, na fala, sempre falava em ajudar o próximo e na prática ajudava a todos que ele podia. Sofria com o sofrimento do outro e se alegrava em suas alegrias.
Decretaram no tribunal celestial que ele merecia ficar no paraíso junto com grandes Tzadikim (justos) que também se conduziam assim”
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Disse o grande Bal-Shem-Tov...
Disse o grande Bal-Shem-Tov:
- Recitar um capítulo dos Salmos com coração partido;
- Se esforçar para fazer um favor a um outro Yehudi, materialmente ou espiritualmente;
- Amar ao próximo como a ti mesmo.(Ve ahavta et reecha camocha)
Estas são as chaves de todos os portões de piedade, cura, salvação e sustento.
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O Homem Torá
Na época do Rebe Tzemach Tsedek (o terceiro de Chabad), vivia um Yehudi simples que se chamava Eliezer Moshe.
Quando pequeno, com sete ou oito anos de idade, foi raptado para servir no exército do Czar (os cantonistas), que tinham em suas segundas intenções o objetivo de desligar as crianças de suas origens judaicas.
Apesar de todas as dificuldades e testes, Eliezer Moshe continuou firme em seu judaísmo.
Quando cresceu se tornou um soldado, sua base ficava na cidade de Homil e lá entrava freqüentemente na sinagoga para participar de grupos de estudos de Torá, Chumash, Tanach, Mishná e Chassidut. Sua função era guardar os depósitos do exército e, apesar de ser um Yehudi simples, costumava suspirar: “oi, oi, Shechinta Bagaluta” (D-us também está exilado).
O Rebe disse sobre ele: “Quando o shpoler zeide amarrou seu Gartel (cinto de reza) no Rebe Isroel de Rujin, na infância, quando ele ia para o cheder estudar, disse sobre ele que estava amarrando um sefer Torá. Assim, também quem toca no Eliezer Moshe está tocando no sefer Torá.”
Quando Eliezer Moshe passava na frente do Rebe Tsemach Tsedek, o Rebe se colocava de pé.
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Tudo Bom
Um chassid consultou o Rebe Maguid de Mezritch. Perguntou ao rebe por que era tão difícil cumprir com o dito dos sábios, que orienta a pessoas agradecerem a D-us quando acontece algo ruim com a mesma alegria no coração como se tivesse acontecido algo bom.
O Rebe pediu que perguntasse isso ao seu aluno, o Rebe Meshulam Zusia de Anipoli.
O homem viajou até o Rebe Zusia, que era conhecido pela sua profunda pobreza e sofrimentos. Ao perguntar o porque da dificuldade, retrucou o Rebe Zusia:
-Realmente não saberia responder a sua pergunta!
O chassid insistiu, alegando que se o Rebe o enviou a ele, precisaria responder, e assim resolveu ficar na casa de reb Zusia por alguns dias.
Após alguns dias, o chassid repetiu sua pergunta e Rebe Zusia respondeu:
-Como poderia eu saber? Minha vida é Graças a D-us só de alegrias!
O Chassid, vendo R. Zusia com aquela face pálida e corpo esquelético de fome, sua casa sem as mínimas condições básicas para uma vida normal, suas roupas esfarrapadas, dizendo que sua vida era só maravilhas. Depois de alguns dias convivendo com aquele homem santo, o chassid finalmente entendeu sua pergunta.
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O Rabino Zalman Raikin
O Rabino Zalman Raikin (avô do Rebe de Lubavitch) era um dos maiores patronos e doadores da cidade Podovranka. Ele costumava dar comida a pobres.
O Rabino Raikim costumava sentar na sinagoga entre os pobres e as visitas que não o conheciam pensavam que ele era também mais um pobre ou pedinte.
Quando o Raikin escutava alguém reclamando de fome, dizia: Tem aqui na cidade um homem que se chama Zalman Raikin, e na casa dele servem comida aos pobres, eu já comi lá e estou indo para lá logo após a reza.
Depois da reza, voltava até sua casa acompanhado de pobres, abria os armários e servia a todos. Aqueles que não o conheciam diziam: que sujeito mal educado, vi pegando sem licença...
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Seus olhos estão sempre sobre a Terra
The Kedushah ou Saga deEretz Israel
Seus olhos estão sempre sobre a Terra The Kedushah ou A Saga de Eretz Israel Rabi Beryl Ludmir, um dos mais velhos Chassidim Boyaner da Terra Santa, uma vez relatou a seguinte história:
"Fui um dos quatro Chassidim de Rabi Mordechai Shlomo, o Rabino de Boyan,escolhidos para viajar a Haifa para receber o navio que trazia o Rebe da América, numa de suas últimas viagens a Terra Santa. Nosso destino agora era Tel Aviv, onde dúzias de Rabinos Chassídicos se estabeleceram após sobreviverem ao inferno nazista, entre eles o primo do Rebe, o Abir Yakov, Rabino de Sadigora. Naqueles tempos, a maioria dos Rabinos viviam em Tel Aviv em vez de Jerusalém, pelo simples fato de Tel Aviv não possuir igrejas. Nos carros daqueles dias, a viagem de Haifa a Tel Aviv demorava duas horas. Nós quatro esperávamos quietos e ansiosos, prontos para beber da sabedoria do Rabi, que sabíamos por certo emergeria , inspirada pela Santidade de Eretz Israel. No entanto, uma hora inteira se passou e o Rabi ainda estava silencioso com seu olhar perdido no que via através da janela do carro. Finalmente, me armei de coragem e perguntei ao nosso Mestre sobre seu comportamento silencioso. Rabi Mordechai Shlomo, com sua atenção focalizada sobre nós, explicou: diz a Torá (Deut.11:12) a respeito da Terra de Israel: "os Olhos de Hashem estão continuamente concentrados Nela" Ora, se Hashem, que criou a Terra de Israel e seus habitantes e que, intimamente conhece cada montanha, cada vale, cada rio, cada campo, e no entanto mantém seus Olhos constantemente sobre Ela, é mais do que apropriado que alguém como eu, mantenha meus olhos sobre esta Terra. E retornou seu olhar para a Terra de Israel que passava diante dele através da janela do carro, e não pronunciou uma só palavra sequer, até o final da viagem."
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Uma questão de Mesirus Nefesh
O filho do Rabino Rizhner, Rabi Avraham Yaacov de Sadigora, contou esta história.
Numa noite de Shabes, o Baal Shem Tov apareceu numa cidade sem aviso prévio. Declinando convites de todos os habitantes do local, ele escolheu por ficar sozinho no Shul após as rezas da noite de Shabat. Os residentes do local ficaram abismados e alarmados enquanto viam o Baal Shem rezar fervorosamente Tehilim, a noite toda. Alguma coisa de fato tinha acontecido. Mas de manhã, o Baal Shem Tov estava alegre e relaxado. Aceitou o convite dos residentes locais para a refeição matinal do Shabat.
Naturalmente, todos os habitantes do lugar invadiram a casa onde o Baal Shem Tov se encontrava. Enquanto estavam sentados à mesa, um lavrador local entrou e pediu para beber uma vodka. Eles estavam para mandá-lo embora, quando o Baal Shem Tov chamou-o e pediu que o lavrador seja trazido a sua presença e que lhe seja servida uma generosa porção de vodka. Pediu o Baal Shem Tov ao lavrador que relatasse o que tinha visto `a noite, na mansão de Poritz (o rico apoderado e dono das terras polaco). O lavrador com a língua solta por causa da vodka, relatou que Poritz, achando-se enganado num negócio com um mercador judeu, chamou os seus lavradores e armou-os com facas e machados, deixando-os de sobre aviso. Preparem-se para vingar-se do judeu, quando eu ordenar, teria dito Poritz. Eles então assim poderiam liberar seus bens roubados pelos judeus.
-A noite toda nós aguardamos o comando, continuou o lavrador, mas o Poritz tinha se recolhido a seu escritório com uma visita inesperada de um velho amigo que ele não via há 40 anos! Finalmente, saiu do escritório e nos disse de irmos para casa, que os judeus eram gente boa e honesta e que ninguém se atrevesse a tocá-los. Fomos todos para casa, e esta é a história completa!.
Aquele velho amigo, explicou Rabi Sadigorer, estava morto fazia décadas. Através de sua reza tão poderosa, o Baal Shem Tov o tinha arrastado de sua tumba para vir influenciar pessoalmente o amigo Poritz.
Mesmo assim, sempre quis entender, perguntou o Rabino. Por que o Baal Shem Tov tinha viajado de sua cidade até esta outra cidade num Shabes? Teria sido apenas para mudar esse decreto? Ele não poderia ter permanecido na sua cidade de Medzibuz?
Mas agora eu entendo. O Baal Shem Tov disse a si mesmo: se eu conseguir salvar a cidade, pois bem... mas se não, então perecerei junto com eles!
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Uma verdadeira mãe judia
Esta história me foi relatada por um amigo, Rabi A. N. Brizel, um Yerushalmi de 5ª geração que a escutou quando pequeno. Aconteceu em torno de 90 a 100 anos atrás.
Um personagem muito conhecido do antigo assentamento em Jerusalém, o sagrado e venerado Rabi Dovid Biederman, era um marco de linhagem Rabínica e Chassídica. Foi reconhecido como sábio pelos outros sábios. Seu único objetivo na vida era viver de acordo com o que o Criador esperava dele.
Uma vez, como fazia sempre, Rabi Dovid decidiu empreender a árdua e longa viagem de um dia inteiro, sobre o lombo de um jumento, de Jerusalém até a tumba da Matriarca Raquel em Beit Lechem (Bélem).
Quando chegou lá, reparou que não estava só. Uma mulher, com um bando de crianças menores tinha chegado antes e já estava bem à vontade no local, no aposento dentro do monumento erguido para homenagear a matriaca Raquel.
Havia um cobertor estirado no chão, onde uma criança de colo dormia, e a mulher preparava o jantar.
Rabi Dovid pasmou. Será que a mulher não tinha ciência de quão sagrado era o lugar? Será que ela não sabia onde se encontrava? Como essa mulher podia se ocupar de afazeres normais, num local tão Sagrado como este?
Rabi Dovid aproximou-se dela, e em tom enérgico pediu uma explicação.
De sua posição, sentada no chão, a mulher olhou para Rabi Dovid e disse suavemente: “Quero acreditar que nossa mãe Raquel veria com prazer que estamos comendo e descansando aqui!”
Rabi Dovid sentiu-se de imediato invadido por um sentimento arrasador. Ele percebeu que durante décadas, por inúmeras vezes havia feito a viagem `a Tumba da Matriarca Raquel, sem no entanto entender o seu verdadeiro significado. Ali estava uma mulher de origem humilde, simples e sem estudo que, no entanto, possuía a profunda compreensão do verdadeiro significado da visita ao túmulo da Matriarca Raquel.
O que ele tinha feito durante esses anos todos! Agora entendia que Raquel foi a mãe que chorou e rezou por suas crianças. O único desejo de Raquel, era que pudessemos ter um poço de sossego, algum conforto na vida e um pouco de paz e esperança para melhor servir a Hashem.
Desse dia em diante, quando Rabi Dovid viajava à Tumba de Raquel, fazia questão de levar consigo uma refeição. Repartia com todos os outros visitantes na Tumba da Matriarca, que se dirigiam ao local para pedir a ela, Raquel, nossa mãe, que intercedesse por eles ajudando-os a elevar suas preces.
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Visão Apropriada
Rabi Yosef Ytzchok de Lubavitch uma vez contou essa estória.
Quando eu tinha quatro anos de idade perguntei para meu pai: “Por que Deus nos fez com dois olhos? Por que não um olho, assim como temos um nariz e uma boca somente?”
Você sabe o Alef-Beit? Pergunto meu pai. “Sim”, respondi.
“Então você sabe que tem duas letras similares no alfabeto hebraico, o Shin e o Sin. Você pode me dizer qual a diferença entre elas?”.
“O Shin tem o ponto do lado direito e o Sin, à esquerda”, respondi.
“Bem feito”, exclamou o pai. “Disto temos que aprender que algumas coisas devemos olhar com o olho direito, com afecção e simpatia, e outras que devemos olhar com o olho esquerdo, com indiferença e imparcialidade”.
Sobre um siddur e sobre outro judeu, temos que olhar com o olho direito. Sobre um doce ou um brinquedo, temos que olhar com o olho esquerdo”.
Visão apropriada.
Rabi Yosef Yitzchok de Lubavitch.
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Sem querer
Rebe Haraytas, o 6º rebe de Chabad, certa vez explicou o trecho que nós confessamos em Yom Kipur e pedimos perdão: “e pelos pecados que fizemos perante ti voluntária e acidentalmente”.
Como podemos pedir perdão por pecados acidentais? Explicou o Rebe: “Quando nós fizermos uma inspeção sincera dentro das profundezas de nossos corações, vamos notar que o voluntário e o involuntário têm um fundo de proposital”.
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O Chazazn
Em certa cidade, próxima de Primishlan, vivia um yehudi muito rico, que também era orgulhoso e arrogante. Certo ano ele decidiu que seria o chazan em Rosh Hashaná na sinagoga da cidade. Os integrantes da comunidade não gostaram da idéia, porém, não tinham coragem para se oporem explicitamente. Mandaram então uma carta para o tsadik Rebe Meir de Primishlan e pediram sua ajuda. O Rebe respondeu que os chazanim costumam vir a ele antes de rosh hashaná para pedir a sua bênção, e quando este vier, vai ver o que pode ser feito.
Quando entrou aquele rico, disse a ele o Rebe: “Existem nos salmos 3 tipos de rezas: a reza de Moisés, reza de David e a reza do pobre. Tem aquele que é um tsadik (justo) como Moisés, existe aquele chazan que canta agradável, como David, e aquele que tem o coração quebrado como o do pobre. Você não é tsadik como Moisés, não sabe cantar como David, o único jeito é fazê-lo ficar pobre”.
“Não não”, gritou o homem, “não quero mais ser Chazan!!”
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Cura para a alma
Em uma aldeia próxima a cidade de Rebe Bunim de Peshischa, um dos habitantes ficou perturbado e decidiu que o chefe da policia de sua cidade era o Eliahu Hanavi e o prefeito, o Mashiach.
O homem enlouqueceu e o dia inteiro falava somente sobre suas visões.
Sua família o levou até o Rebe Bunim, com esperança que o Rebe o curasse. O Rebe lhe perguntou: “Quem sou eu?”
- “O sr. é o nosso grande Rebe”.
- “Se eu sou o grande Rebe, como eu não sei que em sua aldeia se encontram o Eliahu Hanavi e o Mashich?”
- O sr. sabe somente não revela a ninguém”.
O tsadik se aproximou dele e sussurrou no seu ouvido: “Assim como eu não revelo a ninguém aquilo que eu sei, você também não deve revelar aquilo que sabe”.
O homem parou de falar sobre o assunto, até que se curou...
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Moeda com vida
Certa vez, a pedido do Rebe Tsemach Tsedek (o 3º Rebe de Chabad), o chassid R. Perets Chen entrou no quarto do Rebe para estudar certo assunto com o ele.
Sobre a mesa do Rebe se encontravam duas pilhas de moedas, de ouro e prata, que pessoas haviam dado de tsedaká, quando entraram em entrevistas particulares com o rebe.
R. Perets, concentrado no estudo, não percebeu que sua mão se direcionou a uma pilha e passou uma moeda para a outra pilha.
O rebe pulou de seu lugar e devolveu a moeda. Quando isto se repetiu pela segunda vez e R. Perets tentou colocar a moeda na outra pilha, o rebe gritou: “você não vê o que está fazendo? As moedas desta pilha têm vida, enquanto que as moedas desta outra não têm. Estas foram entregues com teshuvá (sentimentos de arrependimento), enquanto que estas moedas foram entregues sem teshuvá. Como você pode misturar uma com a outra?”
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Chuva de bênçãos
É sabido que em certos momentos especiais conhecidos como "Et Rabon", Hashem abre os portões dos céus e cada um que quiser pode pedir sua benção.
Certa vez, o rebe de Lubavitch chamou seu secretário e disse: "Neste exato momento, está chovendo bênçãos lá de cima, (e fez um sinal com uma mão de cima para baixo), precisa-se apenas colocar o pote para poder recebê-las"
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De quem é o dinheiro
Rebe Yehoshua Heshil, da cidade de Aft, enviou um de seus chassidim (discípulos) que estava numa situação muito delicada, a um rico muito grande e anexou uma carta sua pedindo ao rico 200 rublos. Quando o homem rico leu a carta, sua face avermelhou de raiva e disse que não dará tanto dinheiro assim.
O chassid voltou a seu rebe, que por sua vez o enviou a um outro chassid, que não era tão rico quanto o primeiro, e pediu que doasse 100 rublos. Este rapidamente juntou dnheiro de seus amigos e deu ao pedinte o dinheiro.
Após um tempo o rico que não contribuiu perdeu tudo que tinha enquanto que o outro, aquele que contribuiu, enriqueceu. Entendeu o primeiro que a sua pobreza era pelo fato de não Ter atendido ao pedido do rebe, e invocou um Din-Torá (julgamento realizado por rabinos).
Em frente ao tribunal Rebe Yehoshua Heshil se defendeu: “Hashem, o todo poderoso, colocou à minha disposição uma quantia de dinheiro que necessito para realizar meu trabalho. E eu distribuí entre meus chassidim. Quando o rico recusou a dar o dinheiro ao propósito que pedi, peguei MEU dinheiro dele, e depositei em mão mais seguras”.
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De mim nada se esconde
Ao terminar o shabat, o telefone toca no escritório do Rabino Leibl Groner, secretário do Rebe de Lubavitch. Do outro lado da linha era um chassídico desesperado: “Por favor, peça ao rebe uma benção à minha esposa, ela está internada no hospital”.
R. Leibl entrou então na sala do rebe e recebeu a seguinte resposta: “vou lembra-la quando estiver no túmulo do meu sogro (para rezar por ela). E diga a ele que entre às 17:00h e 17:30h, ela estava mal, e que a melhora dela não foi através dos médicos, mas sim porque eu pensei nela.” O rebe acrescentou e disse: “Estou revelando isto, para que ele saiba que de mim não se esconde nada”.
O secretário retornou em seguida ao chassídico e depois de lhe transferir a resposta, perguntou o que havia acontecido entre 17:00 e 17:30h.
O chassid repondeu: “Estávamos em casa e o telefone tocou, como a situações era crítica, pedi que o menino pequeno atendesse (o chassid não quis violar o shabat). O médico disse que se desejássemos nos despedir que viéssemos agora. Fomos correndo para o hospital e quando chegamos lá o médico disse que surpreendentemente ela havia tido uma melhora.
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Não Roubarás
Yankel, o comerciante, procurou certa vez seu rabino com uma questão que o intrigava: “Rebe, meu negócio está prestes a falir! Já tentei de tudo para reerguê-lo, porém não tive êxito em nada. Amanhã, receberei a visita de um potencial comprador, e caso feche negócio com ele, isto pode alavancar meu guisheft novamente. Rebe, vim pedir além de sua bênção, uma permissão. Preciso somente nesta vez, mentir um pouco e enganar o cliente”.
E o rebe Chaim Eliezer respondeu-lhe: “Você alguma vez já parou para pensar porque as tábuas da lei que foram outorgadas a Moshé Rabeinu eram gravadas com letras que vazavam lado? Porque não importa para que lado você vire, na Torá sempre estará escrito não roubarás ”.
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Além da Imaginação
No 770, a sinagoga do Rebe de Lubavitch, costumava-se vender em Simchat Torá alguns Psukim (versículos) que eram pronunciados pelo público.
Alguns milionários vieram até o gabai (tesoureiro) da sinagoga e pediram a ele que perguntasse ao rebe quanto dinheiro o rebe achava que cada um devia dar.
Quando o gabai perguntou ao rebe ele respondeu: "Na minha opinião, eles precisam dar muito mais do que eles imaginam, e eu não acho que eles estão preparados a darem isto tudo. Portanto, é melhor não perguntar."
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O Rebe nos ensina ...
O Rebe nos ensina que em assuntos espirituais precisamos sempre olhar para os que se encontram acima de nós. Porém, em assuntos materiais devemos avistar àqueles que estão em situações inferiores.
Certa vez, uma senhora se lamentou comum rabino sobre a pequena casa onde morava: "Tenho três filhos e somente dois quartos e uma pequena sala."
O rabino teve uma ótima e espantosa solução: "coloque um bode dentro de casa".
Aquela senhora dotada de uma ingenuidade sobrenatural seguiu o conselho do rabino sem questionar. Um mês depois a senhora voltou no rabino com as mesmas queixas, quando aí então foi orientada pelo mesmo a retirar o bode de casa.
Em pouco tempo ela nunca se sentiu tão confortável na sua imensa casa de dois quartos.
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Mezuzót
O Rebe enxerga longe - A Sra. Guitel Russel estava tendo muitas dificuldades com seu filho Israel. Ele tinha problemas de comportamento na escola e em casa. O seu comportamento não era apenas igual ao de um adolescente rebelde ou confuso; ele também expressava dúvidas na sua fé em D’us.
A Sra. Russel já não sabia mais como lidar com seu filho, pois ela já havia tentado também ajuda com psicólogos, sem qualquer resultado. Completamente desesperada, ela finalmente escreveu uma carta para o Rebe descrevendo o seu problema e pedindo conselho e bênção.
Ela inseriu sua carta num volume de Igrót Códesh. Quando abriu na página onde estava a sua carta, o conselho do Rebe foi para que ela verificasse as suas Mezuzót.
Imediatamente, a Sra. Russel as enviou para um sofer examiná-las. Como era de se esperar, uma das Mezuzót estava inválida. No versículo do Shemá Israel, a palavra Israel (o nome de seu filho), tinha a letra "alef" apagada, sendo que as duas últimas letras formam o nome de D’us. Agora ficou claro para ela de onde vinha também a falta de fé de seu filho.
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Nossa responsabilidade para com os outros
Em 1969, o Rebe pronunciou um discurso sobre a crise no bairro de Crown Height, no Brooklin, e em outros bairros que estavam sendo arrasados por distúrbios, tensão e migrações de muitos residentes antigos.
- As pessoas que moram num bairro são responsáveis umas pelas outras – afirmou ele – e não devem fugir, pondo em risco os que não podem permitir-se mudar, prejudicando os negociantes locais. Embora no momento possa parecer difícil, resistindo juntos vamos fortalecer a comunidade, e isso tornar-se-á exemplo para outras.
O Rebe estimulou os investimentos no bairro e ajudou a criar escolas e centros comunitários. Também sugeriu que os casamentos e outras comemorações deveriam sempre realizar-se no bairro – não apenas para ajudar a economia, mas também para que a alegria do momento inspirasse a comunidade.
- Se lembrarmos de nossa responsabilidade para com os outros, D’us abençoará cada um de nós, e a comunidade inteira, com prosperidade e sucesso.
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A revolução de liberdade espiritual
Durante comemoração de feriado festivo, o Rebe de súbito parou de cantar e começou a ensinar nova música, misturando as palavras de conhecida oração com a melodia da "A Marselhesa", o hino nacional da França. O Rebe dirigiu-se a um grupo de convivas franceses, vindos para a Festa, e convidou-os a que cantassem, e, por fim, todos juntaram-se. Mais tarde, o Rebe explicou que esta nova música redirecionou a liberdade da Revolução Francesa para a finalidade verdadeira e divina – a revolução de liberdade espiritual.
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A escuridão
Num sufocante dia de verão, um velhinho desceu a um porão fresco em busca de algum refrigério. No momento em que entrava, a escuridão impediu-o de enxergar.
- Não se preocupe – disse outro homem no porão. – É natural que, quando você sai da claridade para a escuridão, fique impossibilitado de ver. Mas daqui a pouco, os seus olhos vão acostumar a ela, e você mal perceberá que está no escuro.
- Meu caro amigo – respondeu o idoso, virando-se para sair – é isso exatamente do que tenho medo. A escuridão é escuridão, o perigo é você se convencer de que é luz.
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A criança que há dentro de mim
Uma tarde, um rabino idoso passou falando e estudando com alguns de seus seguidores, quando sentiram falta de um lanche. Rápidos, arrecadaram uma quantia, mas, depois de muita discussão, nenhum deles se oferecia espontaneamente para sair e comprar os comestíveis.
- Dêem-me o dinheiro – disse o rabino, por fim. - Há um menino esperando do lado de fora. Vai ficar feliz em ir à loja para nós.
Após alguns instantes, como o rabino não voltava, perceberam que ele próprio fora fazer as compras. Envergonhados, esperaram por ele.
- Por que não nos contaste a verdade? – perguntou-lhe um deles, quando o rabino retornou. – Qualquer um de nós iria com prazer em seu lugar.
- Eu lhes disse a verdade – respondeu o rabino. – À medida que crescia, resolvi nunca abandonar em minha personalidade os aspectos próprios de criança que há em mim. Não é preciso dizer que nem sempre é apropriado comportar-me assim; dessa forma, quando estudo com vocês, deixo lá fora a criança que há dentro de mim. Ela, porém, está sempre à minha espera
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O nonagésimo aniversário do Rebe
Em 1992, um escritor, ao preparar uma história sobre o próximo nonagésimo aniversário do Rebe, pediu-lhe a mensagem que ele gostaria de transmitir em ralação ao seu aniversário.
- Noventa anos é o equivalente numérico à letra hebraica que significa "justo" – explicou o Rebe. – Todos devemos sempre nos empenhar para sermos mais justos. Hoje devemos ser melhores que ontem, e hoje devemos nos preparar para um amanhã melhor.
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O nascimento de uma criança
Por ocasião de uma reunião de família e amigos comemorando o nascimento de uma criança, o Rebe explicou três razões para festejar uma ocasião destas: a alegria do mundo inteiro pelo nascimento de novo membro, a alegria dos pais por serem abençoados com uma criança e a alegria da criança por ter vindo ao mundo.
- Mas como podemos comemorar quando ainda nem sabemos o que a criança virá a ser? – perguntou um homem.
- O nascimento marca o momento em que a alma penetra no corpo – disse o Rebe. – E como está diretamente relacionada com D’us, eis uma razão suficiente para festejar.
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Força e a energia para trabalhar
Uma vez, o Rebe estimula um estudante talentoso a que utilizasse o tempo livre para influenciar colegas a seguirem na apenas os estudos acadêmicos mas também os espirituais.
- Meu horário já está tão completo que não sei como acrescentar-lhe mais alguma coisa – disse o estudante. Depois, ao perceber que o próprio horário do Rebe estava muito mais repleto, disse:
- Francamente, não sei onde o Rebe consegue a força e a energia para trabalhar como faz.
- Toda pessoa tem corpo e alma – respondeu o Rebe. – E é como uma ave e suas asas. Suponha que uma ave não tenha consciência de que as asas permitem voar, elas acrescentarão apenas uma carga extra de peso. Mas, ao bater as asas, ela alça vôo para o céu. Todos temos asas - a nossa alma – que podem nos elevar tão alto quanto necessitemos ir. Tudo de que precisamos é aprender a utilizá-las.
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Medo de subir até o alto?
Um Rabino muito estimado, quando ainda pequeno, brincava com um grupo de outras crianças que subiam um escada. Todos os amigos tinham medo de subir até o alto; ele, porém, não. Mais tarde, o avô lhe perguntou: "Por que você não sentia medo de subir e os outros sentiam? " E respondeu: "Porque quando subiam olhavam para baixo, viam que estavam no alto e ficavam aterrorizados. No entanto, conforme ia subindo, eu olhava para o alto. Eu via que estava lá embaixo, e isso me motivou a subir cada vez mais alto.”
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O que comer?
Um pobre, antes de Pessach, foi no escritório do Rabino David de Telua e disse: "Neste dia todos procuram o Rabino com perguntas sobre Pessach. Eu também tenho uma pergunta: o que comer?"
Olhou o Tsadik na face magra e faminta do pobre e lhe disse: "Responderei sua pergunta". Tirou uma moeda do bolso e lhe deu.
No dia seguinte, voltou o pobre cabisbaixo e disse: "Rabi, a resposta que o senhor me deu ontem, já acabou e a pergunta continua no mesmo lugar"
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Mitsvá dos quatro copos de vinhos
Na véspera do seder de Pessach apareceu um yehudi na frente do rabino da cidade e lhe perguntou: "Poderia cumprir a mitsvá dos quatro copos de vinhos, com quatro copos de Leite?" O mesmo explicou que por motivo de pobreza não tinha condições de comprar vinho, mas ele tinha uma cabra que dava leite.
O Rabino, no mesmo instante tirou do bolso dinheiro e deu ao pobre: "vá, e compre vinho, carne e peixes e faça direito o seder".
Depois disto, explica o rabino a seus familiares: "Quando me perguntou se podia beber quatro copos de leite entendi que carne ele também não tinha, caso contrário ele não imaginaria beber leite no seder, por isso dei a ele o suficiente para comprar tudo para o chag.
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Condição do etrog
Certo ano não conseguiram o etrog para o Tsadik Rabi Chaim Meyr Yechiel na véspera da festa de Sucot. Porém, souberam que um homem possuía um etrog em uma cidade próxima. Viajaram alguns Chassidim e imploraram que ele vendesse o etrog, mas não conseguiram.
Depois de muita conversa, chegaram a um acordo, que se o Tsadik prometesse a ele um filho naquele ano, daria o etrog, porém somente em esta condição. Os Chassidim prometeram isso a ele.
Quando deram o etrog ao Tsadik, isso o preencheu de felicidade, e a noite inteira passou em claro, esperando amanhecer para fazer a benção. Contaram a ele os Chassidim sobre a condição que fizeram.
Naquele instante sua alegria se transformou em seriedade e deixou o etrog de lado. Assim foi quase toda a festa, somente no anoitecer quando viu que não tinha escolha disse: "Eu sou obrigado a prometer", e fez a brachá.
Naquele ano nasceu um filho para aquele homem.
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Providência divina
Certa vez o Rebe Rashab (5º Rebe de Chabad) enviou seu filho, o Rebe Ha Rayats, a uma missão na cidade de Peterburg e ordenou entre outras coisas que ajudasse certo judeu.
Quando o Rebe Ha Rayats voltou e relatou a seu pai tudo o que foi realizado disse: "favor para o judeu eu fiz caprichosamente".
E disse-lhe seu pai: "ERRADO. O favor você fez para você próprio, e não para ele! O favor a ele fez D’us e você fez um favor a si próprio, que escolheu ser um Shaliach (mensageiro) da província Divina".
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Esses são para as crianças
Certa vez, havia um casal que tinha casado há quinze anos, e ainda não tinha filhos. Primeiro, o casal, ligado aos chassidim de Satmar, relutou em considerar a opção. Porém, finalmente, a mulher decidiu que faria a viagem a Nova York, para pedir a bênção do Rebe. Ao voltar, a mulher, decepcionada, disse a Sra. Klein: "Se esta fosse uma oportunidade de receber uma bênção de um tsadik, então eu devo tê-la perdido".
"O que aconteceu?", perguntou a Sra. Klein.
"Cheguei até a sinagoga do Rebe o famoso 770. "A fila de mulheres para receber o dolar e a benção do REBE era muito comprida, de modo que tive muito tempo para pensar em como eu iria formular o meu pedido. Porém, quando finalmente cheguei ao Rebe, fiquei tão atordoada com a personalidade impressionante do Rebe, que não pude pronunciar sequer uma palavra.
"O Rebe entregou-me um dólar, e disse: "Brachá vehatzlachá" (bênção e sucesso). Em seguida, ele me deu mais dois dólares, dizendo: Esses são para as crianças.
"Foi assim. Fiquei tão emocionada, que nem abri a boca, e nunca recebi a bênção". A Sra. Klein respondeu, ansiosa: O que você está querendo me dizer, que você nunca recebeu a bênção?, ela gritou, nervosa. "Você recebeu uma grande bênção! O Rebe te deu dois dólares, pelas crianças que você vai ter!"
"A mulher encolheu os ombros. "O Rebe não me abençoou especificamente para ter filhos. Tenho certeza de que ele dá às mulheres judias dólares adicionais, para os seus filhos, de rotina".
"Demorou um pouco para conseguir convencê-la a dar uma explicação diferente. Porém, exatamente nove meses depois, já não houve necessidade de convencer ninguém. A mulher deu à luz gêmeos".
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Estão vendo?
Certa vez, quando o Rebe Zusia de Anipoli caminhava a um certo lugar, foi recebido por um cocheiro de sua cidade que lhe ofereceu carona.
Depois de um certo tempo, o cocheiro parou sua carruagem dizendo que o cavalo precisava comer, beber e descansar um pouco.
O cocheiro levou o cavalo até uma fonte e deu-lhe de beber, depois colocou o cavalo para pastar em uma fazenda plantada de cereais e começou a comer faminto.
O cocheiro deitou-se na sombra de uma árvore e pediu ao Rebe Zusia que o acordasse caso o dono da fazenda aparecesse.
Rebe Zusia que não estava disposto a ser conivente com o cocheiro, que deixara o cavalo pastar em uma fazenda de outro, gritou estão vindo, estão vindo". Antes mesmo do cocheiro fechar os olhos.
O Cocheiro pulou desesperado, e chicoteava o cavalo para que sumisse daquele lugar o mais rápido possível. Depois que se distanciou um pouco, se virou o cocheiro para ver se ainda estavam lhe perseguindo e viu que não havia nenhuma alma viva no local.
Se direcionou o cocheiro ao Rebe Zusia com raiva e disse: Por que você me enganou? Não tinha ninguém vendo!"
Rebe Zusia apontou para os céus e disse: Estão vendo, estão vendo".
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Quando caem pedras...
Certa vez, um homem ficou preso em uma torre alta e, por mais que gritasse, ninguém lhe escutava para lhe trazer uma escada.
O homem descobriu umas balas em seu bolso e as atirou abaixo com esperança de que aqueles que viessem catá-las olhassem para cima e lá o descobrissem preso.
Infelizmente seu plano falhou e ninguém o percebeu.
Certo dia, acabaram-se as balas e o homem resolveu atirar umas pedras. Quando as pessoas descobriram que não eram balas, mas pedras, olharam para cima e reclamaram: "Quem atirou essas pedras aqui?". E o homem retrucou: "Vocês só olham para cima quando caem pedras! Quando caem balas ninguém olha!".
Esta atitude devemos ter com nosso criador. Devemos olhar para D’us não somente quando ele joga "pedras", mas também quando caem "balas".
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Por que o homem reclamou?
Certa vez, dois homens chegaram diante do Maharal de Praga para um tribunal rabínico pleiteando a quantia de quatro moedas. O rabino escutou os argumentos das partes e ao final determinou a questão em benefício de uma delas. A parte que sofreu a perda começou a reclamar e dirigiu-se ao rabino com um termo chulo.
Na saída dos homens, um dos alunos do rabino perguntou: "Há umas semanas atrás veio este mesmo homem, que é açougueiro de profissão, perguntar-lhe a respeito da legitimidade de um boi abatido, ao que o rabino decretou que estava impróprio ao consumo. Isso lhe causou um prejuízo de 50 moedas. Eis que ele aceitou a sentença com humildade sem questionamento. Agora por causa de 4 moedas, ele manifesta descontentamento?"
O rabino sorriu e falou: "Ele não está descontente pelo fato de perder 4 moedas, mas pelo seu amigo tê-las conquistado".
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Comeu toda a panela
O Rabi Avigdor Halberstein se hospedou certo Shabat em uma cidade que tinha como costume ao receber um hóspede importante dar-lhe toda a panela de chamin (espécie de cozido quente de Shabat), para que ele a dividisse entre os convidados.
Quando passaram a panela às mãos de Rabi Avigdor, ele experimentou da iguaria, provou de novo, e assim ingeriu todo o seu conteúdo, perguntou se ainda tinha mais daquele chamin, e quando trouxeram o resto, comeu tudo sem deixar coisa nenhuma aos moradores da casa.
Depois do ocorrido, pessoas próximas do Rabi interpelaram o motivo que o levou a se comportar daquele jeito.
O Rabi explicou: "Como o chamin estava com sabor ruim, percebi que a empregada havia despejado por equívoco querosene em vez de vinagre. Essa criada é uma pobre órfã, e eu sabia que se esse fato fosse revelado receberia (como castigo) porção dupla da comida. Então decidi comê-lo por inteiro, pois era melhor que não fizessem bom juízo de mim, do que para essa infeliz órfã incorresse sofrimento e vergonha".
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O brinquedo que não intimida
Quando o Rebe Yossef Yitschak foi preso pelo governo comunista no ano de 5787 (1927), tomou uma ousada decisão: não demonstraria a seus inquisidores e carcereiros nenhum sinal de anulação diante deles. Durante todo o tempo em que esteve preso exibiu altivez judaica, não desprezou nem mesmo algo insignificante e conseguiu despertar a ira de seus acusadores.
Em uma das inquirições, quando um de seus acusadores percebeu que o Rebe não cogitava recuar de sua posição e que continuava a se manter em sua vigorosa e evidente postura, desembainhou revolver e rodando-o pelo dedo insinuou:
"Você está vendo este brinquedo? Ele já modificou o pensamento de muitas pessoas"...
O Rebe não se atemorizou e respondeu com frialdade:
"Esse brinquedo pode modificar o pensamento de pessoas que possuem um mundo e muitos deuses; porém para mim, que tenho um D-us e dois mundos – não me intimida em absoluto".
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Cabeça na galocha?
Um importante chassid do Admor HaRashab (Rabi Shalom Dovber), o 5º Rebe de Lubavitch, começou a negociar com compra e venda de galochas.
O Rebe percebeu que os negócios estavam ocupando em demasia a mente dele deixando-o "submerso" com a ocupação.
O Rebe advertiu-o: "Até hoje eu sabia que os pés deveriam ser colocados na galocha. Eu nunca tomei conhecimento de alguém que pusesse a cabeça dentro das galochas".
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